A história de um amigurumi

Olá deslumbres!

Semana passada estava à toa no Instagram e me deparei com um story de uma artesã (não lembro qual) comentando sobre seu primeiro amigurumi. Ela falava com muito carinho de todos os “defeitos” que ele tinha.

Nosso primeiro amigurumi conta uma história e sempre carrega os sonhos que tínhamos quando começamos a arte de crochetar além de todas as nossas expectativas. Ao olhar para o último amigurumi feito vemos uma evolução conquistada com muita prática e estudo. Vamos comigo analisar essas peças? Escolhi a minha primeira boneca para comparação com a última que fiz para minha sobrinha. O padrão começa pelos pés.

Imagens dos pés

Os pontos antes eram bem mais soltos, dá até para ver o enchimento em alguns lugares. Agora com a tensão mais adequada na linha a peça parece bem menor apesar de não ter alterado a receita. Com o lançamentos de linhas e cores novas passei a utilizar um tom de pele mais rosado.

Com o tempo tomei coragem para fazer minhas alterações na receita. A calcinha cresceu e virou um pequeno shorts. Adicionei também uma separação nítida de seu começo e me arrisquei em optar por uma cor diferente da roupa.

A saia cresceu! Fui aumentando a quantidade de carreiras em cada boneca que fui fazendo e simplesmente me apaixonei quando cheguei no tamanho atual (e acho que a sobrinha também gostou). O laço do vestido ganhou uma cara nova sendo roubado do padrão de outra boneca. O sinto que antes eu não conseguia fazer bem agora sai com facilidade.

O braço deixou de ser costurado e passou a fazer parte do corpo deixando a boneca mais segura para brincar. Os olhos ganharam cílios e o rosto em leve blush aumentando a delicadeza da peça. A franja também foi alterada fazendo agora parte da peruca.

Me arrisquei depois de ver os vídeos da Sociedade Secreta do Amigurumi e tentei um cabelo de uma peça só. Os cachinhos foram feitos na peruca e o laço é solto para que possa ser trocado durante a brincadeira. Na primeira o coque era costurado e as flores coladas.

Por fim temos bonecas com características diferentes usando o mesmo padrão. Vejo claramente a mudança na confecção e a evolução da técnica. A prática me trouxe mais confiança e coragem para arriscar minhas adaptações e não apenas seguir o padrão à risca.

Três anos separam as bonecas, sou apaixonada por ambas e elas contam uma história, a minha história! Quem recebe a peça pronta pode não saber o que foi necessário para que ela fosse confeccionada, mas ela sabe. Agora me diga, o que é conta a sua história?

Até a próxima!

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