Produto pronto ou encomenda?

Olá deslumbres!

Logo que postei minha primeira foto de amigurumi surgiu minha primeira encomenda, eu tinha acabado de começar a aprender, só havia feito uma peça e fiquei toda confusa quanto ao preço, material a ser utilizado, como entregar e todos os detalhes. Mas era inegável a felicidade por ter vendido algo, mesmo que ainda precisava fazer e depois dessa vieram as próximas encomendas junto com a pergunta: é melhor trabalhar com encomendas ou ter produtos prontos para entregar na hora?

Como já comentei em postagens anteriores comecei no mundo do artesanato pelo ponto cruz. Apesar das pessoas gostarem muito não faziam encomendas e meu foco também não era vender, fazia para presentear. Quando comecei a aprender o frivolité também não tinha a intenção de vender mas percebi que ele chamava mais atenção que o ponto cruz. Fiz alguns modelos para testar a técnica, comecei a mostrar para os conhecidos e surgiu a pergunta: por quanto você vende esse? Percebi que seria legal começar as vendas e prestei atenção nos comentários como: gosto de maiores, prefiro outras cores e uso de outro tipo.

Minha encomenda atual em ponto cruz

Fui em busca de mais estudo para diversificar meus produtos e oferecer mais opções para as pessoas mas os poréns continuavam. No começo só tinham brincos prateados e pessoas que só usavam os dourados. Depois veio: “você só tem de argola? Eu só uso de pino… Esse modelo está lindo mas eu queria na cor o outro”.Acabei com um vários brincos acumulados e pessoas querendo o que eu não tinha a oferecer.

A experiência com as encomendas foi bem diferente. Pessoas realmente querendo o que eu não tinhas mas pedindo pra eu fazer. O desafio era precificar o que nem havia feito e não o produto pronto. Minha agenda foi ficando cheia e eu com pouco tempo mas estava vendendo! Aprendi que encomenda deve ter 50% do valor adiantado pois pessoas desistem e mudam de ideia e quem fica com o prejuízo é quem fez o trabalho. Existem pessoas que querem o produto para semana que vem mas com sua agenda fechada o tempo é para daqui dois meses. Fora as pessoas que te pedem para fazer algo igual o que viram na internet que só a receita custa R$200,00.

Já me aconteceu de fechar cores e modelo de um produto e quando ele estava pronto escutar: não foi isso que eu pedi, não quero. Fora a pessoa que encomendou e quando recebeu saiu mostrando pra outras agradecendo o presente e não pagou. E aquela encomenda que usava meio metro daquele fio que você comprou e nunca mais conseguiu usar em mais nada ou aquele botão que vai de detalhe e só vende em 100 unidades que sobrarão, o que fazer? Prejuízo na certa.

Spoiler do que vem por aí no ateliê

O que aprendi com essas experiências?

Quem precifica é o artesão e não o consumidor. Só você sabe quanto de material gastou e o tempo necessário para confecção. Aprenda a dizer não! Você não é a obrigado a fazer um produto que sabe que não vai dar conta ou que aquele desconto que a pessoa pede não te ajuda a pagar as contas. Tem encomenda que é cilada, fuja dela. Existem pessoas que sempre estarão insatisfeitas e isso não tem nada haver com o seu trabalho. Ter o produto pronto ou trabalhar por encomenda tem pontos positivos e negativos. Procure saber o que as pessoas gostam para ter o que oferecer mas não fique fazendo só as mesmas coisas, ofereça sempre novidades e estude. Vai ter sempre algum conhecido esperando ganhar algo ao invés de comprar, se valorize.

Trabalhar com algo produzido por você é uma arte, um prazer que ninguém tira de você. E para finalizar deixo uma indicação. Se você não conhece ouça o Podcast Agulhas, as meninas arrasam e inclusive falam sobre o assunto dando muitas dicas.

Até a próxima!

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